quarta-feira, 15 de abril de 2026

O “Appetite for Destruction” ainda está vivo – e foi até o Jockey Club

Texto e Fotos: Luciana Espíndola
Foto: Facebook
Confesso que cheguei ao Jockey Club do Rio Grande do Sul naquele 1º de abril com um frio na barriga que não tinha nada de brincadeira de Dia dos Bobos. Era uma quarta-feira, e ninguém ali parecia se importar que a quinta-feira seria dia útil. Porque quando o Guns N' Roses chega à cidade, o calendário pede licença. A atração de abertura foi a banda americana Halestorm, com os irmãos Lzzy Hale e Arejay Hale, que tocam Hard Rock desde 1997.
A turnê "Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things" – título que parece filosofia zen, mas é puro Guns – trouxe a banda a Porto Alegre pela quinta vez. Sendo que desta vez, vieram Axl Rose (vocal e piano), Slash (guitarra solo), Duff McKagan (baixo), Richard Fortus (guitarra base), Dizzy Reed (teclados e piano) e Isaac Carpenter (bateria). E o Jockey Club, no Hipódromo do Cristal, na Zona Sul de Porto Alegre, que há anos não recebia um espetáculo desse porte, foi preparado para a ocasião com toda a grandiosidade que o evento merecia. O espaço que outrora viu o galope de cavalos puros-sangue viu, naquela noite, algo ainda mais veloz: a energia elétrica de uma banda que se recusa, categoricamente, a envelhecer na medida certa.
Digo "na medida certa" porque envelhecer eles envelheceram – e muito bem, obrigada. Mas voltemos a isso.
1990. Um ônibus. Um rádio. E uma guerra
Antes de falar do show, preciso fazer um desvio sentimental. Em 1990, era comum ver jovens pelas ruas com grandes rádios com compartimento para fita cassete equilibrados no ombro – aqueles aparelhos de plástico preto que pesavam como uma maleta e tinham antena de satélite. Num ônibus qualquer de Porto Alegre, vi um rapaz ser agredido porque se recusou a baixar o volume do seu rádio. A música que tocava, à toda, enquanto ele levava o maior sermão da vida, era “Sweet Child O' Mine”. Ele não abaixou o som. Eu achei aquilo o máximo.
Hoje, trinta e seis anos depois, aquela mesma música soou no Jockey e eu tive vontade de ligar para ele – seja lá quem for – e dizer: "Cara. Você estava certo."
O rei de calção virou um monarca de terno (quase)
Quem acompanha Axl Rose desde os tempos de “Appetite for Destruction” sabe que o homem inventou um estilo próprio de presença de palco. Nos anos de ouro, ele aparecia de shorts – aquelas bermudas compridas que lembravam ceroulas, mas que nele viravam manifesto de liberdade – com a bandana na cabeça, a tatuagem de braço de fora e aquele andar de serpente, sinuoso e imprevisível, de uma ponta à outra do palco. Axl não ficava parado. Axl habitava o palco. Enquanto, geralmente, roqueiros vestiam roupas pretas, ele vestia ceroulas ou saias – virou uma marca, expressão e manifesto.
O Axl de 2026 ainda habita o palco. Mas agora com um pouco mais de peso – no sentido mais nobre da palavra. O corpo mudou, a roupa ficou mais sóbria, a postura ganhou uma gravidade que, paradoxalmente, só aumentou sua presença. Ele está mais contido nos movimentos, mas quando abre a boca, alguma coisa dentro do peito da plateia treme. A voz chegou, não com a mesma agilidade acrobática dos anos 1980 e 1990, mas com uma densidade que só o tempo dá.
Sim, há quem diga que sua voz hoje lembra um pouco o Mickey Mouse nos agudos mais arriscados. Não vou mentir: há momentos em que a comparação faz algum sentido. Eu mesma brinquei com amigos, dizendo que durante o show fechava os olhos e me sentia na Disney, mas foi apenas brincadeira – foi emocionante e uma honra estar ali. E permitam-me ser mais direta – as cordas vocais também envelhecem. As deles, as minhas, as suas. Axl Rose passou décadas gritando do fundo da alma em estádios lotados ao redor do mundo. Se a voz saiu um pouco rouca dessa batalha, é porque a batalha valeu cada nota. Cobrar de um homem de 64 anos a voz que ele tinha aos 26 é quase tão injusto quanto pedir para a gente, jornalistas de meia-idade (cóf, cóf, hãm, hãm), escrever com a mesma ingenuidade emocionada dos tempos de faculdade.
A diferença é que ele ainda tenta. E isso, meus caros, é poético.
Slash, Duff e o suor coletivo de uma geração
Se Axl é a voz e o teatro, Slash é a alma. Cartola, cabelos em espiral, olhos quase sempre escondidos com óculos escuros, as tatuagens e aquela Les Paul que parece uma extensão orgânica do seu corpo – Slash tocou como se o mundo dependesse de cada acorde. O telão gigante era, naquele momento, um serviço público: aproximava rostos, dedos, expressões. Era possível ver cada gota de suor brotando, cada veia do pescoço saltando, cada olho semicerrado na concentração de quem não está tocando – está sendo música.
Duff McKagan, no baixo, com aquela postura de rocker que nunca precisou de manual, completava o triângulo perfeito de uma banda que, contra todas as probabilidades da indústria, do ego e do tempo, ainda existe — e ainda importa.
"Lá vem outra pedrada"
O intervalo entre uma música e outra era curto. Quase cruel, no bom sentido. Antes que a euforia de uma canção arrefecesse, já chegava a próxima. E a cada vez que os primeiros acordes soavam, a mesma frase corria de boca em boca pela multidão: "Lá vem outra pedrada." Era uma constatação, um aviso, uma celebração. A plateia não tinha tempo de respirar – e não queria.
O público era uma colcha de gerações. Veteranos de cabelos grisalhos que foram ao show de 2010 com 30 anos e voltaram ao de 2026 com 46. Adultos que descobriram a banda pelo Spotify e chegaram sem saber muito bem o que esperar – e saíram convertidos. Alguns já estavam ali há mais de 24 horas para prestigiar seus artistas favoritos. E crianças. Crianças de uns dez anos, com os pais ao lado, aprendendo naquela noite o que é uma pedrada musical de verdade. Uma menina perto de mim cantava “Paradise City” com uma convicção que me deixou sem palavras. Ela não viveu os anos 1980 e 1990. Não importa.
O Rock tem essa generosidade estranha de não precisar de passado para fazer sentido no presente.
O que fica
Quando o show terminou e a multidão começou a se dispersar pela Avenida Diário de Notícias – alguns em silêncio, cheiro de churrasquinho no ar, vendas de artigos da banda para todos os lados, outros ainda cantarolando, muitos com aquele olhar de quem acabou de sair de uma missa leiga – fiquei pensando naquele rapaz do ônibus de 1990.
Pensei que o Guns N' Roses sempre foi isso: música que as pessoas defendem. Que ninguém abaixa o volume. Que atravessa décadas sem pedir desculpas por existir.
Axl pode não ter mais o calção de ceroula. Slash pode estar um pouco mais lento nos dedilhados mais acelerados. A voz pode ter lá seus momentos Mickey. Mas naquela noite no Jockey, quando o telão mostrou o rosto suado e concentrado de cada músico entregando tudo o que ainda tem – que é muito, muito mesmo – entendi que envelhecer bem não é não mudar.
É continuar aparecendo. Com o chapéu. Com a guitarra. Com a voz que deu.
E fazer todo mundo dizer, mais uma vez: lá vem outra pedrada.

Lynyrd Skynyrd em Porto Alegre: uma noite espiritual que entrou para a história do Araújo Vianna

Texto: Cássio Toledo – Canal Na Ponta da Agulha Canal
Fotos: Carlos Vargas
O que parecia inimaginável finalmente aconteceu. Quando menos se esperava, no fim de 2025, foi anunciado que a lendária Lynyrd Skynyrd pisaria em solo brasileiro em 2026. E Porto Alegre entrou nessa rota histórica, com produção da Mercury Concerts, no emblemático Auditório Araújo Vianna — palco de memórias que atravessam gerações.
Aqui escreve um cidadão latino-americano, um confesso “belchioriano”, em referência ao eterno Belchior, que aprendeu a venerar o Southern Rock desses americanos que ensinaram o mundo a equilibrar peso, groove e emoção.
Com casa lotada, mesmo com preços elevados e muitos grandes shows em datas próximas umas das outras (no dia anterior, teve Extreme na mesma casa) o show no dia 7 de abril, terça-feira, começou pontualmente às 21h — raridade que já indicava uma noite especial.
Setlist com história: cada música, um capítulo
A abertura com “Workin’ for MCA” já mostrou o tom da noite. A faixa é do álbum “Second Helping” (1974), segundo disco da banda — e carrega uma ironia direta ao contrato com a própria gravadora MCA Records. Um início afiado, cheio de atitude.
Logo depois, ainda no embalo inicial, “What’s Your Name” (do álbum Street Survivors, 1977) colocou o público para dançar. Curiosamente, esse disco foi lançado apenas três dias antes do trágico acidente aéreo que mudaria para sempre a história da banda.
Na sequência, “That Smell”, também de “Street Survivors”, intensificou a energia. A música, que fala sobre excessos e autodestruição, ganhou ainda mais peso simbólico após a tragédia de 1977 — e mesmo em um tom levemente abaixo, não perdeu força ao vivo.
O clima mudou com “I Need You”, outra de “Second Helping” (1974), trazendo um momento mais blues e introspectivo. Vale lembrar que esse disco também abriga o clássico absoluto “Sweet Home Alabama”, consolidando a banda no cenário mundial.
A intensidade voltou com “Gimme Back My Bullets”, faixa-título do álbum de 1976. Um disco que marcou uma fase de transição e resistência da banda — e que, em 2026, completa 50 anos, sendo celebrado em grande estilo na turnê.
Groove, crítica social e Southern Rock raiz
Um dos momentos mais surpreendentes foi “Saturday Night Special”, faixa de abertura de “Nuthin’ Fancy” (1975). Apesar da levada dançante e cheia de groove, a música traz uma crítica direta à violência armada — contraste que funcionou perfeitamente ao vivo. Faltou só uma pista de dança para transformar o Araújo Vianna em uma cena digna de Saturday Night Fever com John Travolta.
Já “Still Unbroken”, do álbum “God & Guns” (2009), representou a fase mais recente da banda. Escrita em homenagem ao baixista Leon Wilkeson, a faixa trouxe um peso mais direto, mostrando que o Skynyrd também sabe soar atual sem perder a essência.
Voltando aos anos 70, “The Needle and the Spoon” (Second Helping, 1974) trouxe o Southern Rock mais cru — aquele que a maioria do público queria ouvir. E a resposta veio em gritos viscerais.
Emoção, legado e homenagens
Um dos pontos mais emocionantes da noite foi “Tuesday’s Gone”, do álbum de estreia (Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd) (1973). No telão, imagens de Gary Rossington — último membro da formação original, falecido em 2023 — deram o tom de despedida e reverência.
Logo depois, “Simple Man”, também do disco de estreia, elevou o nível emocional. A canção, com sua mensagem atemporal de uma mãe aconselhando o filho, é um dos pilares da identidade da banda — e ao vivo, ganhou contornos ainda mais profundos, arrancando lágrimas dos lynyrdys maníacos, inclusive a vossa pessoa aqui. A energia voltou com “Gimme Three Steps” (1973), uma das músicas mais dançantes da fase inicial, seguida por “Call Me the Breeze”, clássico de J.J. Cale regravado no “Second Helping”. Destaque para o piano incendiário de Peter Keys.
O momento Brasil: Sweet Home… Rio Grande do Sul
Quando “Sweet Home Alabama” finalmente surgiu, foi explosão coletiva. A música, um dos maiores hinos do Rock, ganhou ainda mais força ao ver Johnny Van Zant empunhando a bandeira do Rio Grande do Sul — gesto que selou a conexão com o público brasileiro.
Curioso notar como a faixa atravessa gerações, chegando até os mais jovens, muitos deles impactados por jogos como Grand Theft Auto.
“Freebird”: o ápice absoluto
Após a saída do palco, os gritos por “Freebird” ecoaram pelo Araújo.
E então, o momento final.
A águia surgiu. O telão trouxe imagens de Ronnie Van Zant, em um dueto emocionante com seu irmão Johnny. A sensação era de que Ronnie estava ali, presente.
E quando o solo começou, com Rickey Medlocke assumindo o protagonismo, o tempo parou. Foram quase 10 minutos de pura catarse — um dos momentos mais intensos já vistos naquele palco.
Uma noite além da música
A própria banda definiu o show como “espiritual”.
E é difícil discordar.
Foi mais do que um show: foi uma aula de história do rock, uma celebração de legado e uma prova viva de que, mesmo após décadas e perdas irreparáveis, o Lynyrd Skynyrd segue carregando sua essência com dignidade. Quem esteve lá não assistiu apenas a um espetáculo.
Participou de um capítulo da história.

A turnê “An Evening With Dream Theater” chega ao Araújo Vianna no dia 3 de maio

Foto: Divulgação
O Dream Theater vai subir ao palco do Auditório Araújo Vianna, no dia 3 de maio de 2026, na nova etapa da turnê “An Evening With Dream Theater” e executar o recente trabalho, o disco “Parasomnia” (2025) na íntegra e ainda comemorar o 30º aniversário do aclamado “A Change of Seasons” (1995).
Com um show de aproximadamente três horas e um repertório que também inclui as músicas favoritas do público, o Dream Theater vai celebrar uma trajetória que já soma quatro décadas e que ganhou um novo contorno desde o retorno do baterista Mike Portnoy. “Images and Words” (1992) e “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory” (1999) figuram na lista dos álbuns mais representativos do Metal Progressivo, elaborada por revistas como Rolling Stone, Classic Rock e Guitar World.
Com a produção da Liberation MC, a “An Evening With Dream Theater” tem outras cinco datas no Brasil. O grupo ainda se apresentará em Curitiba, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Serviço:
An Evening With Dream Theater”
Local: Auditório Araújo Vianna
Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha, no Bom Fim
Quando: 3 de maio, domingo
Horário: 20h
Abertura da casa: 18h
Escute “A Change of Seasons” no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ALR5shWvJ99oItXgRTbKj

A South América Tour do Revisiting Creedence chega no Araújo Vianna no dia 23 de abril

Foto: Divulgação
Na quinta-feira, dia 23 de abril, o Revisiting Creedence se apresenta no Auditório Araújo Vianna, na Avenida Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha, Bom Fim, a partir das 21h. O grupo tem na liderança Dan McGuinness e Kurt Griffey, que passaram vários anos excursionando ao lado do baixista Stu Cook e do baterista Doug “Cosmo” Clifford, membros do Creedence Clearwater Revival e do Creedence Clearwater Revisited.
O Revisiting Creedence tem por objetivo manter o legado de uma das principais referências do Rock norte-americano dos anos 1960 e 1970. No repertório, clássicos do Creedence Clearwater Revival como “Travelin’ Band”, “Susie Q”, “Commotion”, “Born on the Bayou”, “Fortunate Son” e “Have You Ever Seen the Rain?”.
O Creedence Clearwater Revival banda esteve na ativa entre 1959 e 1972, retornou com dois dos membros originais em 1995 na versão Creedence Clearwater Revisited. E agora, uma nova modificação após o cancelamento dos shows com a pandemia da Covid-19 em 2020, resurgindo com o novo nome Revisiting Creedence. O Revisiting reúne o vocalista Dan McGuinness, o guitarrista Kurt Griffey, o baterista Ron Wikso e o baixista Mick Mahan.
Serviço:
Revisiting Creedence South América Tour
Local: Auditório Araújo Vianna
Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha, Bom Fim
Quando: 23 de abril, quinta-feira
Horário: 21h
Abertura da casa: 19h30
Veja Revisiting Creedence - “Green River” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=AYKp-WNnmb0&list=RDAYKp-WNnmb0&start_radio=1

Hangar retorna a Porto Alegre após oito anos e toca no Espaço Marin ao lado do Ritualist nesta sexta-feira

Foto: Hangar/ Cogumelo em Cena
Após oito anos de ausência, o Hangar volta a Porto Alegre, onde se apresenta nesta sexta-feira, dia 17 de abril, ao lado da banda Ritualist, que abrirá o show. O evento, com produção da Arena Produtora, acontece no Espaço Marin, na Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413, Bairro Sarandi, em Porto Alegre, a partir das 20h.
Formado no final dos anos 1990, o Hangar, referência no Power e Heavy Metal sul-americano, preparou um repertório que revisita seus clássicos, como “To Tame a Land”, “Time to Forget”, “Reality is a Prison”, entre outros.
A atual formação da banda conta Pedro Campos no vocal, Cristiano Wortmann e Guto Gibson nas guitarras, Fabio Laguna nos teclados, Nando Mello no baixo e Aquiles Priester na bateria. O show do Hangar contará com a participação especial de Cristiano Poschi e Eduardo Martinez (ex-Hangar e Panic), respectivamente vocalista e guitarrista do Phornax, que subirão ao palco para somar forças com o sexteto.
Foto: Ritualist/ Cogumelo em Cena
O Ritualist terá a missão de aquecer o público, fazendo o show oficial de lançamento de seu novo álbum, “Awakening Protocol”. O disco traz uma sonoridade que funde o Heavy Metal tradicional a elementos modernos e extremos.
O evento acontece no Espaço Marin, que conta com uma grande infraestrutura física e tecnológica de áudio e iluminação de ponta. Com vendas de ingressos via Ticket Arena, o local oferece opções que dão acesso a mesas, camarotes com sofás e ingressos especiais para a melhor experiência possível do público de Porto Alegre.
Serviço:
Hangar “Stronger than Ever Tour” e Ritualist - Lançamento do álbum “Awakening Protocol”
Local: Espaço Marin
Endereço: Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413, Bairro Sarandi, Porto Alegre
Data: 17 de abril de 2026, sexta-feira
Produção: Arena Produtora
Apoio: Arena Heavy
Ingressos: Disponíveis no site Ticket Arena
Cronograma:
19h - Abertura das portas
20h - Ritualist
21h30 – Hangar
Ingressos:
https://ticketarena.com.br/event/hangar-em-porto-alegre/208
Veja o videoclip de “Prisioneiro do Alvorecer”, do Hangar: https://www.youtube.com/watch?v=M5r5YZGSgOk
Veja o videoclipe de “Silicon Heart” do Ritualist: https://www.youtube.com/watch?v=MreWmZBlEDE

segunda-feira, 13 de abril de 2026

MEN AT WORK EM DOIS SHOWS NO AUDITÓRIO ARAÚJO VIANNA, EM MAIO

Foto: Divulgação
Os anos 1980 são tão significativos, que uma banda marcante daquela época exige duas e não apenas uma data para se apresentar em Porto Alegre. Os australianos do Men At Work se apresentam no Auditório Araújo Vianna, na Avenida Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha, nos dias 13 e 14 de maio, a partir das 21h.
O grupo tem em seu currículo hits como “Down Under”, “Who Can It Be Now?”, “Overkill”, “It’s a Mistake” e “Underground”, é liderado atualmente pelo vocalista/guitarrista Colin Hay e único remanescente do line-up original.
O Men At Work foi formado em 1979 em Melbourne, na Austrália, e se tornou conhecido no mundo todo já com o seu disco de estreia, “Business as Usual” (1981). Em 1983, com o disco “Cargo”, conseguiu o feito de desbancar “Thriller”, de Michael Jackson nas paradas dos EUA.
A banda chega a Porto Alegre com a intenção de garantir aos fãs uma viagem no tempo, diretamente à época em que dominava as paradas nos anos 1980. A ideia é fazer uma verdadeira celebração da música que marcou a história do Pop Rock Mundial, com uma performance carismática e cheia de energia.
Liderada por Colin Hay (Vocais e Guitarra), a banda é composta atualmente por Cecilia Noël (backing vocal), Scheila Gonzalez (saxofone, flauta e teclados), Jimmy Branly (bateria), San Miguel Perez (guitarra) e Yosmel Montejo (baixo).
Serviço:
Men at Work
Local: Auditório Araújo Vianna
Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha, Bom Fim, em Porto Alegre
Quando: 13 de maio de 2026, quarta-feira, e 14 de maio, quinta-feira
Horário: 21h
Abertura da casa: 19h30
Escute "Cargo" no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/4GDchmJ8oESRJ58cDXvnE0
Veja “Who Can It Be Now?” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=SECVGN4Bsgg&list=RDSECVGN4Bsgg&start_radio=1

quinta-feira, 9 de abril de 2026

NEY MATOGROSSO PÕE PÚBLICO PARA DANÇAR NO ARAÚJO VIANNA, QUE TERÁ OUTRO SHOW DO CANTOR NESTE SÁBADO

Texto e fotos: Chico Izidro
Passava um pouco das 21h da quarta-feira, dia 8 de abril, quando as luzes do Araújo Vianna se apagaram rapidamente e logo voltaram, para mostrar uma figura esguia e com uma roupa amarelo brilhante no meio do palco: Ney Matogrosso, do alto de seus 83 anos, nos 90 minutos seguintes daria um show de agilidade, pulando, dançando, mostrando o corpo sarado, e muito domínio vocal, para delírio do público, que lotou totalmente o auditório, para assistir o espetáculo “Bloco na Rua”. Ney fará uma segunda apresentação neste sábado, dia 11, novamente no Araújo Vianna, a partir das 21h.
A música “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, de Sérgio Sampaio, abriu o show, calcado em covers de artistas brasileiros variados, desde Rita Lee, passando por Tim Maia, Barão Vermelho e até Raul Seixas.
Sobre a escolha das músicas, Ney antecipou: “Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”.
Ney agitou toda a plateia, cantando com muita força hits como “A Maçã”, de Raul Seixas, “O Beco”, dos Paralamas, que Ney havia gravado nos anos 1980. Teve também “Iolanda”, de Chico Buarque, “Pavão Mysterioso”, de Ednardo, “Jardins da Babilônia” e “Corista do Rock”, ambas de Rita Lee, “Mesmo Que Seja Eu”, de Erasmo Carlos. Todo mundo cantou junto, dançou.
Ney propôs após cantar “Sangue Latino”, dos Secos & Molhados (banda que alçou Ney ao sucesso nos anos 1970): “Eu proponho a vocês, o show acaba aqui ... aí eu ia fazer que iria embora, vocês ficariam pedindo pra eu voltar... então eu sigo direto mais um pouco e vou embora depois. Já estou cansado”, disse.
Então Ney emendou mais uns 20 minutos, soltando “Pro Dia Nascer Feliz”, do Barão Vermelho, “Como Dois a Dois”, de Caetano, e fechou com seu grande sucesso de 1981, “Homem com H”. O público aplaudiu por muitos minutos o cantor e sua banda. Um baita show.
O figurino e a produção visual do show foram um espetáculo à parte. A roupa brilhante usada por Ney foi desenhado pelo estilista Lino Villaventura, enquanto o cenário, com suas projeções, foi idealizado por Luiz Stein. A iluminação do show, sob a supervisão do dono de “Homem Com H”, recebeu assinatura de Juarez Farinon.
A banda que acompanhou Ney contou com Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone).

O “Appetite for Destruction” ainda está vivo – e foi até o Jockey Club

Texto e Fotos: Luciana Espíndola Foto: Facebook Confesso que cheguei ao Jockey Club do Rio Grande do Sul naquele 1º de abril com um frio ...