A banda Anti-Pop, de Porto Alegre, está lança seu novo EP, “Pseudo Album”, com uma proposta simples: rir antes que alguém explique “o que é Punk de verdade”.
Em um cenário saturado de poses, discursos reciclados e rebeldias cuidadosamente embaladas, a banda prefere o deboche, o exagero e personagens mal-ajustados.
São cinco faixas — “Jane”, “Escravo”, “Pseudo-Punk”, “Perda Total” e “Caranga Chaveada”, que tem a intenção de soarem como piadas internas que escaparam do ensaio. Conforme o líder do projeto, Michel Suleiman, “nada aqui tenta salvar cena, resgatar essência ou cumprir cartilha”.
O EP, segue o músico, observa, ironiza e passa reto, mantendo viva uma tradição que muita gente esqueceu: a de não se levar a sério nem por um segundo.
“O EP não pede concordância nem validação. Funciona melhor como comentário atravessado: quem achar graça, achou; quem se sentir provocado, também”, completa Suleiman.
As faixas:
1. “Jane”: Hard Rock exagerado, funcionando como ferramenta crítica.
2. “Escravo”: Inspirada no deboche estético do Hard Rock, “Escravo” transforma a ideia de liberdade vendida como estilo em piada sonora. A letra conversa diretamente com um tema central hoje: a falsa autonomia — trabalhar mais, performar mais, consumir mais, tudo em nome de uma liberdade que nunca chega.
3. “Pseudo Punk”: Usa referências de Surf Music e Rockabilly. A letra questiona a necessidade constante de pertencimento e pureza ideológica em microcenas que se dizem contra o sistema, mas funcionam exatamente como ele: com códigos rígidos, nostalgia fetichizada e aversão a qualquer desvio real.
4. “Perda Total”: Ao partir de “Merda de Bar” da Comunidade Nin-Jitsu — que já ironiza “Sunshine of Your Love” — a banda cria um triplo deboche que dialoga diretamente com o esgotamento cultural atual.
5. “Caranga Chaveada”: O encerramento do EP é talvez o mais direto politicamente, debochando do solo sentimental de “Wonderful Tonight”, de Eric Clapton. A base é inspirada no Restart.
Em homenagem a sua antiga banda, Face Civil, Michel Suleiman reproduz o classico (um, dois, três, quatro) que o baixista da banda fazia.
O projeto Anti-Pop é idealizado por Michel Suleiman, ex-guitarrista da banda DeFalla, e contando ainda com Leo Gonka (Motriz e Moonlight Wild) no baixo e Rafael Lemos (The Caveman e Two In The Morning) na bateria e berros.
Escute Anti-Pop no YouTube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLllSmWR0diNTqef7YvW2dK365JlU5rXAZ


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