segunda-feira, 6 de abril de 2026

EXTREME, COM MUITO HARD ROCK, MOSTRA QUE NÃO É BANDA DE UMA BALADA

Texto: Chico Izidro
Fotos: Fernanda Sarate
Depois de ter feito um grande show no “Monters of Rock” no sábado, em São Paulo, o Extreme, banda americana surgida em Boston, se apresentou nesta segunda-feira, dia 6 de abril, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. E o grupo liderado por Gary Cherone (voz) e Nuno Bittencourt (guitarra) apresentou um espetáculo calcado em muito Hard Rock. Destaque para o guitarrista português de 59 anos e seus solos monstruosos.
O show começou com uns 15 minutos de atraso em um Araújo que não estava lotado. Porém, o público presente, desde o primeiro minuto até o final mostrou muito entusiasmo, quase ninguém ficou sentado, e cantou junto, atendendo os pedidos de Gary Cherone.
A banda tem seus detratores, muito por causa da belíssima “More Than Words”, que muito roqueiro renegou lá em 1992, quando ela surgiu e era repetida ad nauseam na hoje extinta MTV. Hoje, os corações dos roqueiros estão mais abertos e a música virou um clássico. E também teve a passagem frustrada do vocalista Gary Cherone no Van Halen no final da década de 1990. Mas o Extreme se mostrou uma baita banda.
O instrumental do Extreme remete direto ao Van Halen – Nuno inclusive toca rapidamente o clássico “Eruption”. O Queen também foi homenageado, com covers de “We Will Rock You” e “Crazy Little Thing Called Love” (uma das minhas músicas preferidas do quarteto inglês.
Contando também com Pat Badger no baixo e Kevin Figueiredo na bateria, o Extreme começou atacando com “It’s a Monster” e “Decadence Dance”, mas também executaram “Rest in Peace” e “Cupid’s Dead” e promoveram o disco mais recente, “Six” (2023), com faixas como “#Rebel”, “Thicker Than Blood” e “Rise”, que fechou o show.
Nascido em Portugal, Nuno foi o porta-voz da banda, falando com seu sotaque da Terrinha com o público. Antes de tocar “Hole Hearted”, o guitarrista perguntou em nosso idioma: “Quem aqui está a ver o Extreme pela primeira vez levanta a mão?” A maior parte do público respondeu rapidamente. Em seguida, ele perguntou quem viu a banda em 1992?”. Poucos presentes levantaram as mãos.
Nuno Bittencourt brilhou também na instrumental “Midnight Express”. Um absurdo de qualidade técnica demonstrada pelo músico. A já comentada “More Than Words” foi o grande momento do show, com Nuno dedilhando o violão e o vocal pegajoso de Cherone...para derreter os corações apaixonados no Araújo Vianna.
A pesada “Rise” encerrou o show em um bis solitário. O público saiu do auditório com um sorriso nos lábios, nem se importando com a chuva forte que caia lá fora. O Rock vive!

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