segunda-feira, 6 de abril de 2026

GUNS N’ ROSES FEZ SORRIR E VIBRAR AQUELA FÃ QUE RECORDOU SUA ADOLESCÊNCIA

Texto: Fernanda Sarate
Fotos: Divulgação / Guns N’ Roses
Tem quem diga que é difícil ver um adolescente sorrindo. Na noite da quarta-feira, 1º de abril, no Jockey Club, no Cristal, na zona Sul de Porto Alegre. a adolescente Fernanda sorriu. Aquela garota que, nos anos 1990, acompanhava a turnê de suas bandas preferidas nas páginas da hoje finada revista ShowBizz, que esperava ansiosamente as músicas favoritas tocarem no rádio, que gastava CDs de tanto repetir as faixas prediletas.
De repente, ela estava ali, entre 25 mil pessoas, vendo pela primeira vez o Guns N' Roses ao vivo. E foi impossível não pensar em tudo o que esse momento já tinha sido antes para ela: expectativa, imaginação, vontade.
Passavam pouco mais das 20h45min (o show estava programado para iniciar às 20h30min), e os primeiros acordes de “Welcome to the Jungle” não foram apenas a abertura perfeita do espetáculo, mas um convite para algo memorável e que recebeu do público resposta imediata. Vozes em uníssono, braços erguidos, uma energia pulsante que só o rock em sua forma mais pura consegue proporcionar: uma espécie de pacto silencioso entre músicos e plateia, renovado a cada riff.
No centro desse turbilhão, Axl Rose, apesar de sua voz um pouco falha, conduziu tudo com uma energia impressionante, ainda muito magnética. Ao seu lado, Slash fez de cada solo um acontecimento técnico, artístico, emocional, hipnótico. Já Duff McKagan manteve a base firme, sustentando o peso e a fluidez de um repertório que atravessa décadas sem perder impacto. A banda, que ainda contava com Richard Fortus (guitarra), Dizzy Reed (teclados) e Isaac Carpenter (bateria), entregou exatamente o que se esperava: intensidade do início ao fim, muitos clássicos de sua carreira e algumas surpresas que tornaram essa experiência ainda mais inesquecível.
Entre essas surpresas, os covers funcionaram como pontes afetivas. “Live and Let Die”, da banda de Paul McCartney, os Wings, surgiu grandiosa, “Knockin' On Heaven's Door”, de Bob Dylan, trouxe um momento quase catártico e “Sabbath Bloody Sabbath” ganhou contornos especiais ao ser dedicada a Ozzy Osbourne em uma homenagem que ecoou forte, conectando gerações e referências dentro do próprio show.
Quase perto do fim, não foi só uma adolescente que sorriu, quando soaram os primeiros acordes da música mais famosa da banda, o hit "Sweet Child O' Mine". Foram adolescentes de todas as idades, espalhados pela multidão, reconhecendo ali não apenas uma banda, mas um pedaço de si mesmos.
E para arrematar, e fazer todo mundo se arrepiar, Axl colocou o seu terno prata com brilhantes, sentou ao piano e dedilhou "November Rain", para as lágrimas caírem dos olhos dos fãs de todas as idades, ainda mais com o solo grandioso de Slash.
A noite grandiosa e inesquecível para aquela garota que recordou seus tempos de adolescente terminou com as vibrantes “Night Train” e "Paradise City". Foram, enfim, 2h26min de show e 25 músicas para nunca mais esquecer.

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