Os finlandeses do Apocalyptica, que unem Música Sinfônica e Metal, retornam a Porto Alegre para uma apresentação. O show ocorre em 13 de outubro, terça-feira, no Opinião, na Rua José do Patrocínio, 834, às 21h. O grupo finlandês chega com seu álbum mais recente na bagagem: “Plays Metallica, Vol. 2”. O décimo registro da discografia do Apocalyptica é uma nova homenagem ao quarteto mais famoso dos Big Four do Thrash Metal. O registro e o momento celebram um novo ciclo da história do grupo europeu que começou em 1996, quando foi lançado o hoje clássico “Plays Metallica by Four Cellos”.
Formado em 1993 na mundialmente renomada Academia Sibelius, em Helsinque (Finlândia), o Apocalyptica começou como uma simples homenagem ao Metallica, feita por quatro violoncelistas de formação clássica que não tinham ambição maior do que explorar composições de sua banda favorita. Como explica o fundador e líder da banda, Eicca Toppinen, o projeto ganhou vida própria quando finalmente lançaram o álbum “Plays Metallica By Four Cellos”, em 1996.
“Nós simplesmente amávamos o Metallica e queríamos executar as músicas deles com os instrumentos que sabíamos tocar, que por acaso eram violoncelos”, diz Eicca, complementando: “Tocamos em um clube de Metal em Helsinque e, em seguida, nos pediram para fazer um álbum. Pensamos que o cara devia estar brincando. Então, uns cinco meses depois do lançamento, estávamos abrindo shows do Metallica. Até hoje isso parece inacreditável para mim.”
Sem que o Apocalyptica percebesse, tinha embarcado em uma jornada de 10 álbuns recebidos com entusiasmo, mais de seis milhões de discos vendidos e uma agenda incessante de turnês que os fez levarem o conceito de sinfonia com peso ao redor do mundo.
Mais importante ainda: a banda foi além de ser apenas um tributo ao quarteto mais famoso dos Big Four do Thrash Metal, mostrando que também era capaz de compor com talento. O reconhecimento e respeito possibilitou uma série de colaborações com artistas tão diversos quanto Ville Valo (HIM), Bullet For My Valentine, Till Lindemann (Rammstein), Corey Taylor (Slipknot) e o baterista Dave Lombardo (ex-Slayer e Mr. Bungle).
Mas, entre as tantas conquistas do Apocalyptica, existe uma que se destaca para os integrantes. Eles conheceram e tornaram-se amigos dos membros do Metallica. Foi essa relação que os levou não apenas a se apresentar nos shows de 30 anos do quarteto estadunidense, em 2011, mas também a consolidar uma amizade nos bastidores que refletia um poderoso respeito mútuo entre os artistas. E foi após outro aniversário — quando o álbum de estreia “Plays Metallica by Four Cellos” completou 25 anos — que uma nova ideia surgiu. A resposta àquela turnê, somando mais de 200 shows, era impossível de ignorar.
“Tocamos o primeiro álbum inteiro e foi muito mais divertido e emocionante do que esperávamos. Tivemos a ideia de fazer algo como o primeiro álbum, mas não podíamos fazer exatamente da mesma forma — precisávamos nos desafiar e trazer uma perspectiva totalmente nova para a energia e emoção originais do Metallica”, reflete Eicca.
O resultado foi “Plays Metallica, Vol. 2”, trabalho mais atual do Apocalyptica. A paixão colocada no projeto gravado por Eicca Toppinen, Perttu Kivilaakso, Paavo Lötjönen e Mikko Sirén (baterista de longa data, que após a conclusão desse registro deixou amigavelmente o conjunto em momento tão especial) é evidente, tanto no som quanto na imagem. Perttu Kivilaakso concorda, destacando que o álbum — produzido pelo antigo colaborador e mestre de estúdio Joe Barresi (Queens of the Stone Age, Soundgarden, Tool, Nine Inch Nails) — é mais do que apenas outra seleção de sucessos.
“Estamos falando sobre fazer outro álbum do Metallica há cerca de 20 anos, porque ainda havia tantas músicas incríveis que queríamos tocar! Esperamos o momento perfeito para fazer isso. Pensar naquele adolescente que eu fui, e que agora pode tocar suas faixas favoritas, me arrepia”, afirma Perttu.
O décimo álbum do Apocalyptica, explica Eicca, trata-se de uma expressão da dinâmica e da amplitude criativa do Metallica. E vai além das músicas escolhidas. Trata-se também de quem participa do álbum.
“Tornei-me muito amigo dos caras ao longo dos anos, porque nossa jornada começou com eles. Abrimos dois shows para o Metallica, e o Lars ficou tão impressionado que voou para Helsinque antes do resto da banda só para assistir ao nosso show, e no dia seguinte os outros caras estavam lá. Nunca pedimos nada deles, e eles são pessoas incríveis. O Lars é o cara que faz as coisas acontecerem — ele tem uma visão infinita”, observa Eicca.
Contudo, quem acabou contribuindo com o trabalho mais recente do Apocalyptica foram o guitarrista e vocalista James Hetfield (na versão de “One”) e o baixista Robert Trujillo (nas interpretações para “One” e “The Four Horsemen”).
“É a coisa mais incrível! Nós não insistimos — eles ofereceram. O Metallica sempre fez as coisas com paixão, e sempre teve coragem de fazer diferente. Eles não ignoram os fãs, mas também não são servos deles. Existe honra nessa luta e certa honestidade em tudo o que fazem — e isso também é verdade para nós.”
Serviço
Apocalyptica: “Plays Metallica, Vol. 2”
Local: Opinião
Endereço: Rua José do Patrocínio, 834, Cidade Baixa
Quando: Terça-feira, 13 de outubro
Horário: 21h
Abertura da casa: 19h30min
Quanto: de R$ 209,00 a R$ 598,00.
Ingressos: www.sympla.com.br/opiniao
Escute Apocalyptica - "“Plays Metallica, Vol. 2” no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/5HUPKCaOKsbOz6pQR1i5YO


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